quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Receita: Granola sem Glúten (Raw)

Olá!

Depois de tantos comentários querendo saber como faço minha granola crudívora (raw) e sem glúten me deu ainda mais vontade de preparar algo bem especial para vocês! :)

Fiquei muito feliz com o feedback! Sempre que quiserem, por favor, comentem o que querem ver aqui no blog. Ano que vem eu mostrarei as novidades que estamos criando para compartilhar com vocês. Só coisa boa!

E tem NOVIDADE ainda esse ano !!! :)

Se quiser mais ideias de receitas para comer com granola como iogurtes sem lactose ou granola/barra de cereal de chocolate, se inscreve no meu site para receber minha SUPER NOVIDADE de final de ano! Vou estar avisando essa semana por email.

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GRANOLA CASEIRA RAW  SEM GLÚTEN





A minha granola é uma granola feita em casa com ingredientes mais potencializados (vamos dizer assim) e ela dura um tempo considerável na geladeira para os momentos que eu preciso usá-la. Como não gosto muito de fazer coisas para durarem a eternidade, prefiro fazer aos poucos para ter sempre ela mais fresca e com mais vitalidade. E isso tudo me ajuda a evitar de comprar granolas industrializadas cheias de outras coisas que não queremos, que são cozidas (e por isso perdem muito do seu valor nutricional), e que causam um certo impacto no meio ambiente por vir da INDÚSTRIA. 

Se você quiser saber mais porque é melhor fazer seus alimentos em casa, veja meu artigo clicando AQUI

Ela é sem glúten, pois o ingrediente principal que dá a textura crocante é o TRIGO SARRACENO. Ele é naturalmente sem glúten e crocante :) Mas tem que saber prepará-lo para uma melhor absorção e sabor. 

Ela é crudívora, pois todos os ingredientes são crus além de desidratados.   

Como aqui em casa somos 3, mas meu bebê ainda é muito bebê para comer, ficamos eu e meu marido revezando o consumo dessa granola. Afinal, o Luiz é doido por granola, então eu tive que criar uma bem boa mesmo para ele gostar. :)

Vamos à ela!

Ingredientes para a GRANOLA:




1 xícara de trigo sarraceno germinado e desidratado
1 colher de sopa de semente de girassol crua desidratada
1 colher de sopa de amêndoas cruas desidratadas
1 colher de sopa de castanha de caju crua desidratada
1 colher de sopa de passas brancas
1 colher de sopa de passas pretas

Os ingredientes básicos são esses acima, porém você ainda pode deixar ela mais absurdamente deliciosa acrescentando outros ingredientes como:  tâmaras picadas (seca ou fresca) ou açúcar de coco, canela, maçã desidratada picada, cardamomo em pó ou fresco picadinho.

Eu sugiro realmente que você deixe para "temperar" um pouco mais essa granola no momento que você for servir ou separe outra quantidade dela com esses temperos. Digo isso, pois eu prefiro ter uma opção mais neutra para servir com pratos que tem muito sabor, e outra mais "temperada" para pratos em que a granola é que será a toda-toda. Mas, faça como achar melhor ;)

Vou dar o passo a passo de como preparar alguns dos ingredientes da receita para você potencializar seus nutrientes e sua capacidade de absorvê-los.


Modo de preparo


Você vai precisar de um desidratador ou do Sol (se você tiver uma área externa ou uma janela que pegue bastante sol) ou do forno (sendo que esse último eu não sou muito fã para esta receita pois ele pode acabar cozinhando a granola e diminuindo sua potencialidade nutricional). Mas, claro que se você não tiver escolha, faça no forno mesmo, na temperatura mais baixa que tiver e com a portinha entre aberta para desidratar e não cozinhar, ok?

Primeiro prepare o Trigo Sarraceno. Deixe ele de molho de 8-12 horas. Você pode colocar quando for dormir e no dia seguinte, escorra e lave BEM o trigo sarraceno. Dê pelo menos uns 3-4 enxagues para tirar a espuminha que ele tem. Coloque em uma peneira e deixe descansar e germinar ali durante mais 8 horas.

Enquanto você coloca o trigo sarraceno para germinar, deixe de molho as castanhas de caju (4 horas), a amêndoas (8 horas) e a semente de girassol (4 horas). Desta forma você vai torná-las mais digestas.
Porém como queremos o crocante da granola, nós iremos desidratar posteriormente.

Depois que passar as 8 horas de todos os ingredientes hidratados e o trigo sarraceno germinado, você pode colocar para desidratar tudo junto.



Nesta foto eu mostro o trigo sarraceno germinado e colocando ele para desidratar. Eu coloquei maior quantidade pois guardo ele puro em um pote de vidro para usar em outras receitas ;)



Espalhe bem o trigo nas bandejas. Depois espalhe em outra bandeja do desidratador as castanhas, as sementes e as amêndoas hidratadas.

Leve para desidratar na temperatura entre 41 e 43 graus por 6 -8 horas ou até eles ficarem sequinhos.

O processo no sol ou no forno eu não tenho o tempo certo, mas acredito que no Sol seja bem mais rápido que no forno.

No final, misture todos os ingredientes secos e desidratados juntos das passas em um pote e estará pronta a sua granola!!!

Ela demora 2 dias para ficar pronta, porém se você fizer uma quantidade maior, você poderá armazenar na geladeira e usar sempre que quiser.

Espero que você goste e crie a sua, lembrando sempre da simplicidade ;)

E lembre-se...

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Beijos,

Malu

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Shake de Banana Orgânica

Olá meus amados!





Hoje vou ensinar uma receita super prática e nutritiva pro dia a dia.

Um shake de banana orgânica com ingredientes que vão dar o toque especial. 

Antes de dar a receita, quero falar um pouco dos benefícios de se comer bananas orgânicas no dia a dia.

O fato dela ser orgânica, isto é, vir de um cultivo livre de pesticidas, faz com que as bananas sejam muito mais nutritivas e tenham uma tal de energia vital que vem da terra e do Rei Sol, que as faz amadurecer ou no pé ou no cacho, assim como eu mostro aí na foto acima, pois estas são bananas do nosso sítio :) E a qualidade é outra! Além de claro, você contribuir para sua saúde fazendo isso.

Pra quem já conhece o frugivorismo (que é uma alimentanção baseada em muitas frutas maduras, vegetais e menor quantidade de sementes, nozes e castanhas, e tudo esses alimentos em seu estado cru) sabe que a banana é o carro-chefe da alimentação. Se você quiser saber mais sobre o frugivorismo leia meu artigo clicando AQUI.

Essa fruta maravilhosa e super fácil de encontrar no nosso país, é uma fruta que tem mil e um benefícios. Além dos benefícios que você pode ler mais clicando AQUI, existem outros tão bons quanto, como:

- Ela é rica em fibras solúveis, o que ajuda a formar o bolo fecal e expelir toxinas!!! Só que ela tem que estar MADURA para ser benéfica. Se estiver verde ela poderá prender seu intestino além de ser um amido não muito digesto para o organismo e mais acidificante. Se você quiser aprender a escolher bem uma banana madura, clique AQUI ;)

- É fonte de potássio, o que ajuda no equilibrio sódio x potássio no organismo

- É super fast-food e fácil de levar para todos os lugares. Eu dou a dica de levar em um saco tipo zip-lock, pois dessa forma você pode colocar as cascas ali dentro mesmo depois de comer, e fechar bem fechado o que faz com que não tenha cheiro e nem vase algum líquido que pode vazar se ela amassar na sua bolsa e/ou mochila.

- É versátil na culinária tanto crudívora quanto cozida

- E muito, muito mais!



Servir esse Shake com talos de aipo é o que há! Ele serve até como colher e dá um equilíbrio no doce. Fica a dica :) 


Para a receita eu usei:


8 bananas bem maduras
2-3 bananas congeladas
1 colher de chá de baunilha líquida
2 tâmaras frescas do tipo medjool ou tâmaras secas previamente hidratadas por 45 minutos
1 copo ou mais um pouquinho de água gelada filtrada ou de coco

Liquidificar todos os ingredientes até atingir uma consistência bem cremosa e servir num copo bem bonito. Eu decorei com granola que eu faço em casa e totalmente raw (crua) e não tem glúten! e pitadas de canela.



Se você quiser saber como eu faço minha granola, deixe um comentário ;)

Espero que você goste!

Muita saúde e até mais!

Bjs de luz,

Malu

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Receita: Macarrão de Abobrinha com Molho de Tomate Crudívoro

Olá!!!

Hoje compartilho uma receita que adoro demais! Ela é totalmente crudívora e não leva um pingo de sal nem de óleo, além de ser sem glúten e totalmente caseira.

Estou falando de Macarrão com textura de macarrão e Molho de Tomate com sabor incrível e tudo feito por mim :)

Foto: Luiz Salles e Malu Paes Leme


Primeiro você precisa desidratar o tomate e se quiser, desidrate também um pouco de pimentão vermelho maduro (quando ele tá bem vermelhinho e chega a ficar um pouco murcho). E para isso você pode usar 3 formas diferentes.

-> A primeira é desidratar ao Sol.

-> A segunda é desidratar no desidratador de alimentos (o meu é da marca Excalibur).

-> A terceira é desidratar no forno com o fogo BEM baixo e a porta do fogão entreaberta.


O modo de preparo de cada um:


No Sol: 


foto ilustrativa


Fatie os tomates (e pimentão vermelho), coloque em uma travessa de vidro forrada com papel manteiga para não grudar ou como mostra na foto use uma telinha vazada, e deixe desidratar até atingir uma consistência molinha, um pouco seca, porém não deixe secar completamente, pois iremos fazer o molho no mesmo dia. Só se você quiser guardar o tomate desidratado é que é recomendável desidratar por completo. No Sol quente, deve desidratar bem rápido, porém não sei te dizer o tempo certo. Terá que experimentar. ;)



No desidratador: 
foto ilustrativa
Fatie os tomates (e pimentão vermelho), coloque na bandeija própria dele forrada com a folha de teflex para não grudar e deixe desidratar até atingir uma consistência molinha, um pouco seca, porém não deixe secar completamente, pois iremos fazer o molho no mesmo dia. No desidratador leva 2 horas e 30 minutos mais ou menos. Só se você quiser guardar o tomate desidratado é que é recomendável desidratar por completo.



No forno:
foto ilustrativa


Fatie os tomates (e pimentão vermelho), coloque em uma travessa de vidro forrada com papel manteiga para não grudar e deixe desidratar até atingir uma consistência molinha, um pouco seca, porém não deixe secar completamente, pois iremos fazer o molho no mesmo dia. Só se você quiser guardar o tomate desidratado é que é recomendável desidratar por completo. No forno, eu nunca tentei, mas tenho vários amigos que disseram que dá certo. O tempo também varia, tem que experimentar.

Depois de pronto junte os tomates e o pimentão no liquidificado, e acrescente:

- cebolinha verde picada
- orégano fresco
- 1 dentinho de alho fresco pequeno (opcional)
- água filtrada ou de coco (só um poquinho)

Liquidifique bem e está pronto seu molho caseiro! Que pode ficar na geladeira por até 3 dias no máximo. Então procure fazer uma quantidade razoável para ter sempre molho fresco.


Para o Macarrão de abobrinha:


Você vai pegar 2-3 abobrinhas por pessoa (dependendo da fome) e "ralar" em um ralador próprio para fazer macarrão. Existem dois muito bons:

- O espirilizador (ou Espirilizer)

foto ilustrativa



- Ou o  Mandolim 

foto ilustrativa


Rale a abobrinha  no ralo grosso, médio ou fino (eu prefiro o médio porque me lembra mais a textura de spaguetti). Escolha como vai desidratar como expliquei acima sobre os tomates e deixe desidratar por pouco tempo só para amaciar. E está pronto seu macarrão sem glúten caseiro :)

Agora é só montar seu prato bem bonito e guarnecer com alguma castanha crua ralada no ralo fino e com mais ervas frescas ou secas.


Ah! Não poderia esquecer do meu sucão de manga com hortelã e gengibre que tomei antes do prato de macarrão (que foi maior do que esse da foto). Tomei dois copos. Quando fazemos uma refeição frugívora/crudívora temos SEMPRE que comer bastante fruta madura antes do prato de vegetais crus. Isso porque as frutas são as responsáveis por nos saciar, devido as calorias perfeitas que elas tem, claro, quando estão realmente maduras.

Se quiser saber mais detalhes de como escolher frutas maduras e todos os seus benefícios, clique AQUI.

foto ilustrativa (porque esqueci de tirar)

Para o suco usei:


- 2 mangas palmer grandes bem maduras
- 6 folhinhas de hortelã
- 1 pedaçinho de gengibre
- E nada de água!

Só liquidificar e se deliciar!


Bon apetit!

Malu


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O relato do meu parto humanizado

Olá!!!

Meu filho nasceu gente! Ó que coisa mais maravilhosa! :) 

Ele nasceu no dia 17 de Setembro em uma Parto Domiciliar e Humanizado. 

Finalmente, depois de 2 meses e 1 dia de nascido que estou conseguindo vir aqui escrever para vocês sobre como foi o meu parto e todas suas consequencias positivas. Afinal, minha quarentena já foi completada e eu, apesar de MUITO cansada por falta de sono, estou MUITO bem em todos os sentidos. 

Vou resumir um pouco de tudo é claro, pois quero aproveitar também para deixar por aqui dicas de pessoas e informações que tive e que me ajudaram muito a me emponderar como mulher/mãe durante a gestação para conseguir seguir a natureza e fazer tudo como tem que ser em benefícios do meu filho e meu!

Vamos lá...


Resumidamente (primeiro), minha gestação foi um processo muito interessante. Foi um processo de entrega e aceitação literalmente.

Photo: Kyra Penido Mirsky


Digo isso, porque antes de engravidarmos muitas de nós mulheres sonhamos com o tal dia que iremos gerar uma vida. Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, quando finalmente chega o dia, tudo é diferente (ou não, dependendo do caso). Mas, quase sempre é uma grande oportunidade de crescermos em todos os sentidos. E assim foi comigo. 

Descobri muito cedo que estava grávida pois meu ciclo menstrual era certinho. A gente (eu e meu marido) já falávamos em filho há muito tempo, e dito e feito, engravidamos :)  Fiz o teste e já estava com 2 semanas! Foi uma felicidade só e vários outros processos internos que surgem quando sabemos que tem um Serzinho dentro da gente sendo gerado e crescendo numa velocidade que nem conseguimos imaginar! 

Eu sempre pensei que com a alimentação saudável que eu tenho não iria enjoar na gravidez. Ledo engano. Percebi que não tinha nada a ver com alimentação ter enjoo. Na verdade, o que acontece é que o enjoo é até bom pois fortalece a placenta (que é a morada do bebê durante os 9 meses).  No final do texto quando chegar na hora do parto vou contar o que aconteceu com a minha placenta.

Pois bem, eu comecei a enjoar MUITO e de TUDO. De repente não conseguia comer quase nada. Nem as minhas frutas e vegetais crus tão queridos e que são a base da minha alimentação! Afinal, eles contém muita quantidade de água, e para muitas grávidas os líquidos e alimentos muitos ricos em água enjoam bastante. E assim foi comigo, acreditam? Pois é.

Foi o primeiro "entrega e aceita" que tive que trabalhar internamente. 

Bom, mas se eu não conseguia comer nada o que eu comi? Nos primeiros 4 meses confesso que comia o que dava dentro do veganismo que é uma alimentação que já sigo há mais de 8 anos e que me sinto bem. Porém, acabei abrindo algumas exceções pois tinha dia que não descia nada e alguns desejos (memórias afetivas) realmente vieram com tudo. Abri exceção para pizza, pão de queijo e ovo, alimentos que não como há mais de 8 anos e que também não acredito serem a melhor opção para uma dieta saudável no dia a dia. Mas, como venho mudando muito meus conceitos já faz um tempinho, acredito que quando sabemos como usar certos alimentos nem tão bons conseguimos tirar o proveito deles sem nos prejudicar (a tal da Alimentação Inteligente). Mas, de qualquer forma minha proposta de reeducação alimentar é sempre o veganismo, pois realmente acredito que ele seja a alimentação ideal como base para o dia a dia por milhares de outras questões.

Na gravidez foi assim e com o meu conhecimento de alimentação soube fazer as melhores opções dentro do possível. E a coisa boa é que comi muito pouco desses alimentos "não ideais" pois acabava enjoando deles também.  E como só consumi os consumi pouquíssimas vezes e bem no começo, até uns 2 meses de gravidez, a minha gestação completa foi praticamente vegana e com muito êxito! 
Nesses primeiros meses a minha base alimentar eram os vegetais, as leguminosas, os grãos, e as frutas que conseguia comer.

Acabei só conseguindo comer tudo cozido nesses meses de enjoo e quase nada cru (e isso pra mim foi muito difícil, confesso). Meu enjoo durou 4 meses!!! Foi brabo. Mas, foi tudo muito importante e agradeço muito por ter vivido esse processo. Até hoje agradeço ao meu filho por tudo que eu venho passando de crescimento pessoal e interno com a vinda dele. 

Bom, depois dos 4 meses bem enjoados e comendo o que eu nem acredito que seja o mais saudável, veio a alegria!

De 4 pra 5 meses eu comecei a querer comer todos os alimentos que amo e que realmente fazem bem de volta! Muita fruta, muita verdura, vegetais, e tudo cru! Ainda continuei comendo leguminosas e alguns grão cozidos, além de alguns tubérculos e raízes cozidas, mas a base voltou pra mesma: frutas e vegetais crus na maior parte do meu dia.

Um detalhe importante foi que foquei em muitos alimentos crucíferos que são ricos em cálcio (brócolis, couve flor, repolho, couve etc), folhas verdes escuras (ricas em proteína) e também fiz suplementação de B12 (pois antes de engravidar ela estava baixa por algumas razões que pretendo um dia escrever por aqui). E esse foi o resumão de como foi a minha alimentação durante a gravidez. 

Além da alimentação, outros pontos cruciais que me prepararam para o meu parto foram os exercícios físicos e mentais que fiz durante a gestação.



Photo: Kyra Penido Mirsky



Mentalizava meu bebê super saudável dentro da minha barriga e depois fora dela. Mentalizava que eu iria ter o parto natural, e que tudo ia dar certo. Mentalizava muita luz e amor sendo emanadas para ele. Mentalizava e também verbalizava muitas coisas positivas e tenho certeza que isso fez diferença.

Fiz muita caminhada tanto na areia quanto no calçadão, peguei muito sol, mergulhei no mar e tomei banho de cachoeira, fiz ioga, dança do ventre e outros exercícios para ajudar na hora do parto com a minha querida Doula Diana Schneider.

Photo: Kyra Penido Mirsky



E falando em Doula...esse foi o começo da minha preparação para o parto em casa.






Nos primeiros meses fui em busca da minha equipe que iria realizar meu parto em casa. Desde o início que descobri a gravidez, eu sabia que iria ter meu filho da forma mais natural possível como todos os outros animais na natureza tem sem precisar de intervenções ou se questionarem se são capazes de parir. Eu sabia dentro de mim que tinha essa capacidade, pois eu confio na natureza.
Sempre achei muito doido as pessoas preferirem uma cirurgia do que um parto normal/natural. Pra mim cirurgia é em último caso e olhe lá! O que ela faz com nosso corpo é uma agressão fortíssima além de anestesiar a mulher no momento mais lindo da vida dela! Totalmente diferente da capacidade do corpo que é completamente preparado para PARIR.

Como eu sempre confio no corpo e na natureza minha escolha foi, claro, o parto em casa feito por mim e pelo meu filho. Porque quem faz o parto somos nós e não os médicos ou parteiras. Eles devem somente ajudar nesse momento. 

Depois que encontrei minha Doula (a Diana) lá pelos 6/7 meses comecei minha aula de ioga e conversas com ela para ir me preparando para o grande dia!

Além da aula e das conversas, comecei a me informar muito, até mesmo para ter argumentos e provas (porque nessa sociedade tão distante do natural precisamos informar as pessoas e principalmente a família que parir naturalmente e em casa é algo normal e saudável, e que não tem tantos perigos como se imaginam, afinal, a humanidade vem nascendo assim desde sempre não é mesmo?).

E assim começou minha busca e a outra grande descoberta da minha vida depois da alimentação: A INDÚSTRIA DO PARTO que só visa ganhar dinheiro e tratar as mulheres como seres super frágeis incapazes de parir naturalmente, e que causa sérios danos tanto na mãe quanto no bebê. Afinal, nascer de forma agressiva (como é na maioria dos casos), e distanciar o bêbê da mãe logo após o nascimento - fora as outras intervenções que são feitas no bêbê absurdas e totalmente desnecessárias - é realmente assustador e causador de muitas complicações emocionais nas futuras crianças/adultos que podem ou não serem revertidas (dependendo da vontade de se tornar consciente ou não), sem falar na mãe, que em muitos casos acaba sofrendo de depressão pós-parto. O que ninguém questiona é como a mulher se sentiu na hora do parto, e se ao sofrer as intervenções, se aquilo não a prejudicou emocionalmente.

Um filme que indico muito e que me ajudou a mostrar para minha família e para a família do meu marido que não éramos loucos nem "hippies", foi o maravilhoso documentário "O Renascimento do Parto". Uma querida amiga que também é Doula, a Fernanda Moura, trouxe para mim, pro meu marido e pra uma amiga assistirmos. Nós vimos e só me deu mais coragem. E nossos familiares assistiram e passaram a nos apoiar. Foi realmente importante esse documentário nesse processo. Super recomendo! 





Além desse documentário eu assisti outros e li sites e artigos que só confirmavam minha escolha. No final do texto compartilho com vocês alguns deles. 

Até o grande dia, foram outros processos de "aceitar e agradecer", principalmente as últimas semanas. Pois trabalhei até praticamente o último mês, e me cobrava muito de curtir mais minha gestação e trabalhar menos. Hoje percebo que fiz tudo nos conformes, nem tanto assim como pensava. Curti sim cada momento da gestação, mas a cobrança interna materna começa muito cedo! rsrs

Com 36 semanas eu conheci o outro anjinho, a Alê (Alexandra Celento), minha enfermeira obstetra! Foram algumas consultas e encontros antes do parto para eu tirar todas as minhas dúvidas e estreitar ainda mais o laço com quem ia me ajudar a colocar meu bêbê no mundo! Foi fundamental pra mim, todas as conversas, o apoio emocional.

E assim estava feito minha equipe: A Alê e a Diana. Como back up, eu tinha minha obstetra Bernadette Bousada pra fazer meu parto humanizado e natural no hospital. Mas, eu sabia que isso era mais uma precaução do que uma realidade. 

Quando chegou nas 38 semanas a espera pelo "a qualquer momento" começou muito forte! Pois eu comecei a sentir pequenas contrações durante a noite. Sempre achava que ia ser o dia! E não era. Mais um momento de "aceita e agradece". Ah essa expectativa que temos como seres humanos que tudo aconteça exatamente como a gente quer e na hora que a gente quer!


Minha última aula de ioga pra gestante antes de parir. Eu sou a décima barriga da esquerda pra direita :)


Mas, a vida sempre vem pra ensinar, que sim, se acreditarmos tudo acontece como a gente quer, mas nem sempre na hora que a gente quer. E assim foi comigo. Até as 40 semanas e 3 dias ele não vinha, porque claro, não estava pronto, seu pulmão não estava totalmente pronto e ponto final. O bebê sabe quando ele está pronto para vir, e respeitar o momento certo dele é muito melhor e ele nasce muito mais saudável. O absurdo das cesarianas programadas no dia e hora que a mãe ou o médico querem só prejudicam o bebê, pois eles nascem muitas vezes não tão maduros, com o pulmão que não está pronto e por isso os bebês acabam indo para as incubadoras ou nascem com outras complicações. A mulher entrar em trabalho de parto é FUNDAMENTAL, mesmo que no final ela faça uma cesariana por real necessidade.

Tudo o que eu fiz foi conversar MUITO com ele, preparar a casa, lavar suas roupinhas, suas fraldas de pano e aguardar o momento que ele quisesse vir. Fui apreciar a natureza do Rio de Janeiro, fui pra praia, mergulhei no mar, rezei, agradeci, li, fiz minha última aula de ioga e peguei muita energia positiva com as outras futuras mamães e, claro, dormi MUITO!!!! O máximo que eu podia. E isso é muito importante, porque o primeiro mês é PUNK! Até hoje tudo o que quero é ter uma noite de sono inteira. 

Bom, mas o grande dia chegou! Foi com 40 semanas e 4 dias que nosso Cauê quis vir ao mundo prontinho e saudável! 

As contrações bem fortes começaram por volta das 4 e pouca da manhã. Ligamos para a Diana e ela me sugeriu tomar um banho de chuveiro deixando a água quente cair na minha lombar, e disse que se ao voltar pra cama eu continuasse com as contrações e elas ficassem ritmadas (quer dizer de 10 em 10 minutos, ou de 5 em 5 minutos) eu deveria ligar pra ela, pois seria o grande dia!

E foi exatamente o que aconteceu. Assim que voltei pra cama, elas ficaram mais fortes e ritmadas. Ligamos pra Diana. Ela chegou em 30 minutos e eu já tava que tava sentindo as maravilhosas dores das contrações. E não é brincadeira não quando digo maravilhosas, pois sem elas como iria parir? A Diana sempre falava pra gente chamar as contrações de amigas. E posso falar que a dor é grande mas não é sofrimento. Dor e sofrimento são coisas completamente diferentes.

Bom, e o processo de contração/para/descansa/contração/para/descansa/contração ficou indo até que foi aumentando, aumentando... Nesse tempo que durou 10 horas até a hora do parto, a Diana e a Alê colocaram músicas lindas para eu ouvir, que falavam de coisas positivas e tinham uma melodia deliciosa e relaxante. Elas faziam massagem em mim, acendemos velas no meu quarto e fechamos as janelas para ficar tudo escurinho caso ele viesse. Meu marido ficou do meu lado na maior parte do tempo, me dando a mão, olhando nos meus olhos e me segurando nos momentos que eu andava pela casa e de repente viam as dores e eu precisava abaixar, ele tava lá! e isso fez toda a diferença, pois me deu segurança e amorosidade, que é tudo que a mulher precisa nesse momento. A Diana e a Alê também me seguravam, me davam a mão e me emponderavam ainda mais como mulher-animal (que somos!!!! E é melhor se conectar com esse lado nesse momento para tudo fluir mais).

Até que chegou um momento que eu comecei a resistir as contrações amigas!

Estava cansada e queria que ele viesse logo, é claro. Porém, a minha resistência só atrapalhava e prolongava ainda mais. Foi então, que eu resolvi começar a sorrir e dar risadas quando vinha cada contração! Se era pra aceitá-la, então foi com sorrisos que aceitei totalmente essa maravilha que são as contrações! Me lembro da cara do meu marido e da Diana e da Alê. Eles não acreditavam que eu estava sorrindo a cada contração!! Foi realmente transformador pra mim e acredito que pra eles também.

A cada contração que eu sorria era como se o Cauê estivesse mais feliz e vindo com mais força pra fora da minha barriga, só porque eu decidi aceitar que a dor do parto é a dor mais maravilhosa que pode existir.

Logo após, decidimos que eu levantaria e daria uma andada pra mudar a posição. Fomos para o corredor e ali resolvi ficar. Passou um tempo de contrações e gritos muito altos, e nada dele vir. Então a Diana falou algo na hora que foi fundamental: "Malu, lembra do nosso trabalho com o períneo? A força é no períneo." Gente, eu não sei como eu consegui ouvir naquele momento, mas eu sei que entendi e comecei a mudar o meu "grito" de expulsão.

Decidimos voltar pro quarto, pra minha cama, e lá me senti bem de ficar na posição de 4. Comecei a colocar minha força lá pra baixo em vez da garganta, e não deu outra, em 3 contrações ele veio ao mundo de forma linda!

Saiu do meu corpo com duas circulares enroladas no pescoço! Você sabia que se eu estivesse no hospital provavelmente eles iriam me indicar uma cesárea porque o cordão umbilical estava enrolado? DESNECESSARIAMENTE. Afinal, meu filho nasceu não só com uma, mas com duas! e correu tudo bem.

Ele nasceu limpinho só todo molhadinho e nem sangue tinha! Veio direto para os meus braços já de olhos abertos (pois nosso quarto estava todo escurinho para respeitar a saída da barriga, que é escurinha, para o mundo) e não chorou. Começamos a falar com ele: "Chora Cauê. Chora Cauê.", e de repente e lindamente ele começou a chorar. Foi lindoooo! Dali ele foi direto pro meu peito, e como um animalzinho já foi procurando meu peito e abocanhou! Começou a sugar e essa sensação é inexplicável!

Veio ao mundo de forma amorosa, sendo respeitado em todos os momentos sem sofrer nenhuma intervenção - assim como eu não sofri nenhuma - como, por exemplo, levá-lo embora pra longe de mim para ser aspirado, darem banho (o que é desnecessário pois a camada de fluidos que eles nascem servem para protegê-lo nos primeiros dias e não é recomendável que se dê banho pelo menos até os 3 primeiros dias pelo menos), colocarem colírios, darem tapinha na bunda pra chorar, ficarem em encubadoras longe da mãe por um tempão sofrendo já a separação traumática.

Eu pari minha placenta tranquilamente, e a Diana e a Alê ficaram impressionadas como ela era firme e saudável! Elas ficaram com os olhos arregalados, namorando a placenta, juro! rsrs Eu fiquei muito feliz de saber que isso era um ótimo sinal. O meu bebê tava em um ambiente realmente saudável na minha barriga.

Minha recuperação foi incrivelmente maravilhosa! No terceiro dia eu já não tinha mais barriga!!! Fiquei sequinha! Me sentia leve e disposta dentro do possível (com as noites mal dormidas). Quem me viu ficou impressionado como a recuperação de um parto natural é boa pra mulher. Atá agora, com 2 meses, estou colhendo os frutos bons da minha escolha.


Photo: Kyra Penido Mirsky 
Cauê com 15 dias :)


Realmente, a diferença de se ter um filho com parto natural e humanizado é definitivamente melhor para o ser humano chegar nesse nosso Planeta Terra. Gente como a palavra diz: "É NATURAL". E é indispensável que você tenha uma equipe preparada para te dar todo o suporte que você precisa. Uma Doula é fundamental e faz toda a diferença. Busque saber mais, tenho certeza que vai achar muita gente do Bem nesse caminho para te ajudar.

Futuras mamães, repensem seus partos, de verdade. Sendo uma opção real optem pelo mais natural, será melhor para vocês e para seus filhos. Não quero fazer apologia a nada, somente estou mostrando o meu lado, a minha experiência que acredito ser natural e normal, porém estamos muito distantes e insensíveis para entender a profundidade de colocar no mundo um ser humano com mais dignidade e menos intervenções que serão menos traumáticas pra ele. Parir naturalmente é amor em cada momento. A mulher produz um hormônio chamado ocitocina que é o hormônio do Amor. E ele só é bem produzido quando a mulher está se sentindo segura, bem e conectada para transmití-lo todo para o bebê na hora do nascimento. Parir naturalmente te transforma totalmente! Te conecta com seu lado mais animal e mais conectado com o Universo. Eu me sinto uma mulher muito mais forte, e meu bebê também se mostra muito mais forte. A minha vontade com este post é encorajar mais as mulheres que querem ter um parto digno. Acreditem, vocês PODEM :) Nosso corpo é perfeito para tal. Não existem tantos problemas assim como são falados. Busque mais, se informe, converse com outras mães, com outros profissionais e você verá o quanto é capaz de colocar um lindo Ser no mundo.



E dois meses depois...




Aqui está meu pimpolho, seu nome é Cauê e está super forte e saudável sendo amamentado em livre demanda com leite materno vegano :)

 Até mais meus amados!

Malu


Referências para se informar mais:


- http://orenascimentodoparto.com.br/
- https://www.facebook.com/MaterNatural
- http://www.amamentareh.com.br/